O Incidente
Ele sabia que não devia tocar nela… mas tocou.
Não foi um gesto impulsivo.
Foi lento. Calculado. Quase como se ele tivesse passado dias — talvez semanas — imaginando exatamente aquele momento.
Os dedos dele encostaram no braço dela com cuidado, como quem testa um limite invisível.
E ela sentiu.
Não só o toque…
Mas tudo o que vinha junto com ele.
O ar mudou.
O silêncio ficou pesado demais para ignorar.
Ela não se afastou.
E esse foi o primeiro erro.
Os olhos dela encontraram os dele por tempo demais — aquele tipo de olhar que diz coisas que ninguém tem coragem de falar em voz alta.
— Você não devia… — ela começou, quase num sussurro.
Mas não terminou.
Porque, no fundo, ela também sabia.
Sabia que aquilo já tinha passado do ponto de ser só um acidente.
Sabia que não era só curiosidade.
E, principalmente… sabia que não queria parar.
Ele se aproximou mais um pouco.
Dessa vez, sem hesitar.
E foi aí que tudo mudou.Ele se aproximou mais um pouco.
Dessa vez, sem espaço para dúvidas.
O corpo dela reagiu antes mesmo da mente tentar impedir — a respiração ficou mais curta, o coração acelerado demais pra uma situação que ainda não tinha acontecido… mas já dizia tudo.
— A gente precisa parar — ela disse, mas sem firmeza.
E ele percebeu.
Percebeu no tom.
No olhar.
No fato de que ela não tinha dado um único passo para trás.
Foi aí que ele encostou a mão na cintura dela.
Com mais segurança agora.
Como se já tivesse entendido que o “não” ali… não era exatamente um não.
O mundo ao redor parecia distante.
Barulho nenhum importava mais.
Só aquele espaço entre os dois.
Cada vez menor.
Ela fechou os olhos por um segundo — e foi o suficiente pra perder o controle que ainda fingia ter.
Quando abriu de novo, ele já estava perto demais.
— Isso é errado… — ela sussurrou, mais pra si mesma do que pra ele.
Ele inclinou levemente a cabeça, o olhar preso no dela.
— Então por que você ainda tá aqui?
Ela não respondeu.
Porque não tinha resposta que resolvesse aquilo.
E, no fundo… ela já tinha escolhido.
Os dedos dela subiram devagar pelo braço dele, como se cada centímetro fosse uma decisão sendo tomada.
Sem volta.
Sem desculpa.
Sem controle.
O silêncio entre eles não era mais hesitação.
Era antecipação.
E quando finalmente não restou mais espaço entre os dois…
ela não recuou.
E foi ali que o primeiro beijo aconteceu, sem mais.
Um beijo ardente e molhado,
Um toque de desejo e medo ao mesmo tempo.
Ele a puxa para mais perto,
Coloca a mão em seus cabelos,
Desce para a nuca e continua a descer,
Passa a mão sob seu vestido,
Aperta seus seios e desce a mão.
Quando de repente, começa a subir por baixo de sua saia.
Encontra o lugar que almejava desde o início, e...
*plim* - notificação no celular apitou.
*plim*
*plim*
Eles pararam por 1 minuto em silêncio total, sem parar de se olhar.
_ Você está louco, não podemos continuar isso!
_ Você tem razão... - Ele diz. _ Não aqui! - Então ele puxa o celular da bolsa dela e o desliga e em seguida a puxa para o estacionamento e a leva para o seu carro.
Ela o segue sem pestanejar.
Parte 2
Chegando em seu frente ao seu apartamento ela cria coragem para falar algo.
_ Eu tenho que contar uma coisa para você...- Ela suspira com medo de falar.
_ Pode dizer minha linda... - Ele diz colocando a mão em sua coxa e fixando o olhar nela.
_ Eu... Eu realmente errei ao fazer isso. Eu tenho algo com uma pessoa que você conhece... Mais que isso... - Ela revelou desviando o olhar dos olhos dele para a sua mão, que ela a tirou de cima da sua coxa no momento em que comunicou.
_ O que? Com quem? - Ele perguntou curioso. _ Não me diga que você também está com o...
Ela o interrompeu
_ Eu gosto muito do seu tio, não foi algo planejado, e era para ser segredo também, até isso acontecer. - Ela falou indicando para os dois.
_ E mesmo assim... - Ele chegou mais perto dela _ Você me deixou chegar até aqui?
Ela respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido demais.
_ Eu não planejei tudo isso, aconteceu.
Silêncio.
Alguns carros passavam enquanto continuavam lá dentro, imóveis.
Cheio de tudo que eles não estavam dizendo.
Ele passou a mão pelo cabelo, nervoso, olhando para ela e suspirando.
Como se estivesse lutando contra algo dentro dele.
Como se estivesse lutando contra algo dentro dele.
_ Você quer assumir ele? - Ele pergunta sem pensar.
_ Não! - Ela responde rápido demais.
_ Quer dizer... Não tenho certeza. - Ela completou, quase em um sussuro.
E isso foi pior que ele imaginava.
Muito pior.
Muito pior.
Porque significava que ela teria que fazer uma escolha.
Ele queria ela, mas o melhor a se fazer seria se afastar. Pois qualquer que fosse a escolha eles já tinham começado errado, mesmo que tenha sido um deslize.
_ Para de agir como se tivesse escolhido alguém, você é livre. Ou não é?
_ Eu sou - Ela disse.
_ Para de agir como se tivesse escolhido alguém, você é livre. Ou não é?
_ Eu sou - Ela disse.
_ Então pare de agir como se não fosse, como se não houvesse escolhas.
Então ele se aproximou novamente, com o olhar fixo em sua boca.
_ Eu não posso fazer isso agora...
Ele a olhou nos olhos. _ A gente já fez.
O ar ficou pesado de novo.
Carregado de lembranças do elevador.
Do beijo,
Do erro,
Da ida até o carro,
Da chegada até o estacionamento do seu prédio,
Daquilo que pareciam almejar.
Então ela fechou os olhos por um segundo, como se quisesse que tudo sumisse, como se fosse se proteger de algo.
Mas não se afastou.
E isso pareceu dizer tudo.
_ Isso vai dar muito errado... - Ela sussurou.
Ele chegou perto o suficiente para a resposta sair quase no mesmo espaço que a respiração dela.
_ Já deu.
Então ele desceu do carro; E ela o seguiu.
Em silêncio.
Cada passo até o prédio parecia uma escolha sendo reafirmada... Mesmo que nenhum dos dois tivesse coragem de admitir isso em voz alta.
Ela podia ir embora.
Em qualquer momento:
Antes da porta,
Antes do elevador,
Antes de tudo.
Mas não foi.
Entraram.
O reflexo dos dois no espelho do elevador entregava mais do que qualquer palavra.
Próximos demais.
Quietos demais.
Errados demais.
Ele apertou o botão do andar, mas não olhou pra ela.
Talvez porque, se olhasse... Não ia conseguir fingir que ainda dava tempo de parar.
_ Ainda dá pra você desistir - ele disse, a voz mais baixa do que o normal.
Ela soltou um ar curto, quase um riso sem humor.
_ Você quer que eu vá embora?
A pergunta ficou no ar.
Simples. Direta. Perigosa.
Ele demorou um segundo a mais do que deveria.
_ Não.
A porta do elevador abriu.
E com ela… a última chance de voltar atrás.
O corredor estava vazio.
Silencioso.
Ele caminhou até a porta, destrancou, abriu espaço pra ela entrar.
E ela entrou.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
O apartamento estava escuro, só a luz da cidade entrando pelas janelas.
Ela parou no meio da sala, olhando ao redor, como se estivesse tentando entender como chegou até ali.
Ou talvez… tentando ignorar.
A porta se fechou atrás deles.
O som ecoou mais do que deveria.
Definitivo.
Ele se aproximou devagar.
Sem toque dessa vez.
Sem pressa.
_ Você ainda pode mudar de ideia - ele disse, agora mais perto.
Ela virou o rosto pra ele.
Os olhos diziam tudo que a boca não conseguia.
Confusão.
Vontade.
Culpa.
_ Eu sei.
Mas não se afastou.
De novo.
E foi isso que fez ele cruzar o resto da distância.
Os dois pararam a centímetros um do outro.
Respiração misturada.
Decisão tomada… mesmo sem ser dita.
Só que, dessa vez…
não era só sobre eles dois.
Era sobre quem estava fora dali.
E o que ia acontecer quando tudo viesse à tona.
Respiração misturada.
Olhares presos.
Então ele criou coragem e tocou o seu rosto com firmeza,
diferente do primeiro beijo,
sem hesitação, apenas decisão.
_ Depois disso... Não tem como fingir que nada aconteceu. - Ele disse no ouvido dela e ela estremeceu.
E ali parecia não ter volta.
O beijo veio carregado de tudo aquilo que eles tentaram segurar até ali.
Intenso,
Confuso,
Quase urgente.
Como se fosse a única coisa que fazia sentido naquele momento... Mesmo sabendo que não devia.
Os dedos dela se prenderam na camisa dele, o puxando para mais perto, como se ainda houvesse distância entre eles.
Os dedos dela se prenderam na camisa dele, o puxando para mais perto, como se ainda houvesse distância entre eles.
Ele precisava dela como se fosse a última coisa a fazer.
_ Me faz parar - ele suplicou entre beijos.
Mas não era isso que ela queria.
Mas não era isso que ela queria.
Então ele desceu sua mão do seu pescoço em direção as suas curvas, a tocando firme e ao mesmo tempo beijando por onde seus dedos tocavam. E de repende subiu ela em seu colo.
A levou da sala de onde estavam até o quarto.
_ Tem certeza? - Ele perguntou novamente receioso.
_ Eu quero você Alex. - Ela disse instantaneamente.
Então ele voltou a beija-la.
Ela arfava em cada novo toque,
Quando a deitou em sua cama subindo seu vestido marrom,
que combinava com o tom de sua pele,
e ao mesmo tempo, com seu sorriso,
ao sentir sua boca em sua coxa,
ao seu toque terminando de tirar a roupa,
na hora em que agarrou seus seios.
Eles estavam conectados em cada novo sentimento daquele momento.
Então ele voltou a beija-la e começou a estimular ela com os dedos, pórem não precisou de muito pois ela já estava molhada. Ele começou a explorar os seus estimulos de outras formas. Enquanto Lili gemia, ele desceu e lentamente a beijando novamente e mordiscando seus seios, sua barriga, e então finalmente chegou ao seu destino.
Ela sentiu sua lingua pela primeira vez e chamou por ele com um gemido quase inaudível "ahh! Alex, não para".
Sua língua dançava dentro dela quase que como em sincronia com o tremor de seu corpo. E ali ele soube que ela chegou no ápice.
Então ela o olhou sorrindo e falou "minha vez" e em seguida o jogou na cama ferozmente.
Ela tirou a roupa dele rapidamente sem tempo a perder.
Jogou o cabelo de lado e beijou... Em seguida desceu da mesma maneira que ele fez com ela. Cada segundo que ela mordia seu peitoral, ele esmorecia, aguardando ansiosamente o momento em que ela o chuparia.
E ela chegou lá, dando o melhor de si. fazendo com que ele gemesse cada vez mais alto. "Porra! Como não fizemos isso antes" ele diz.
Então ela parou para por a camisinha nele e o fez com a boca, tal qual uma gp que ela conheceu em um evento de sua vida que não se orgulhava de ter participado.
E ele ficou maluco com tal talento.
E ele ficou maluco com tal talento.
Seguido disso ela, subiu em cima dele e cavalgou... O deixando maluco, quase acabando com ele... Alex tomou as redeas do momento e jogou na cama, fazendo ela ficar de quatro para finalizar aquele momento. Lili o olhou de baixo e o deixou louco. Então ele a segurou pelos cabelos fazendo com que ela gemesse mais alto e então ele começou a empurrar mais forte.
Ela mordendo os lábios,
Os olhares,
Cada segundo contava.
Até que enfim ele finalizou.
Até que enfim ele finalizou.
Tudo silenciou.
O desejo foi consumido,
o erro foi cometido.
E eles estavam estasiados.
Eles deitaram juntos e ficaram se olhando, com um sorriso de satisfação total, como se aquilo fosse se repetir novamente naquela noite.
Até a campainha tocar.
O silêncio continuou,
Mas dessa vez,
a realidade voltou a tona.
Final
Final
Eles se vestiram apressados e Alex foi até a porta.
Do outro lado estava Breno, impaciente.
Alex abriu a porta assim que Lili terminou de se vestir rapidamente.
Breno entrou e viu a situação que o apartamento se encontrava e se tocou do que tinha acontecido.
Breno entrou e viu a situação que o apartamento se encontrava e se tocou do que tinha acontecido.
- Interrompi alguma coisa?
- Claro que não - ela respondeu rápido demais.
- A gente só… tava conversando - ele completou, tentando parecer natural.
O silêncio que veio depois foi quase denunciador.
O irmão soltou uma risadinha baixa, jogou a chave na mesa e caminhou até a cozinha.
- Sei…
Ela cruzou os braços, tentando manter a postura, mas por dentro o coração ainda estava acelerado. Aquela sensação não tinha passado… só tinha sido interrompida.
Ele olhou pra ela de lado.
E mesmo com outra pessoa ali, mesmo com tudo ficando mais complicado…
A troca de olhares continuava dizendo tudo.
Como se aquilo ainda não tivesse terminado.
Como se fosse só o começo.
O barulho de um copo sendo colocado com força na bancada cortou o silêncio.
- A gente precisa conversar - disse Breno, agora sério.
Alex travou o maxilar.
Lili sentiu o clima pesar na hora.
- Sobre o quê? - ele respondeu, tentando manter a calma.
O irmão encostou na bancada, cruzando os braços.
- Sobre você saber.
O olhar de Alex mudou.
Não era mais dúvida… era confirmação.
- Então você também sabe - ele respondeu, baixo.
Lili olhou de um para o outro, perdida.
- Saber o quê? - a voz dela saiu quase em um sussurro.
O irmão soltou o ar pelo nariz, impaciente.
- Do Jonas.
O silêncio respondeu por eles.
Lili ficou pálida.
- Eu… - ela tentou falar, mas travou.
Alex passou a mão no cabelo, nervoso.
- Não começa - ele disse, olhando pro irmão. - Você não tem moral nenhuma pra vir me confrontar.
- Não tenho? - Breno deu um passo à frente. - Você tá envolvido nisso também.
O clima ficou ainda mais pesado.
- Eu não tô fazendo nada escondido de você - Alex rebateu.
- Não? - Breno riu, sem humor. - Então ela sabe de tudo?
O olhar dele foi direto pra Lili.
Agora não tinha mais como fugir.
Ela sentiu o coração disparar.
- Eu não queria que fosse assim… - ela disse, quase sem voz.
Alex deu um passo na direção dela, como se quisesse proteger… ou talvez assumir algo que até então estava no silêncio.
- Chega - ele falou firme. - Isso não é problema seu.
Breno apertou os lábios, encarando os dois.
- É problema meu sim. Você é meu irmão.
A tensão entre eles era antiga… mas agora tinha um motivo real pra explodir.
- Então fala logo - Alex disse, já sem paciência. - O que você quer?
Breno ficou em silêncio por alguns segundos.
E quando falou, foi direto:
- Eu quero saber até onde isso vai.
Lili prendeu a respiração.
Porque, no fundo…
Ela também queria saber.
- Na real, eu não quero saber de nada. Mas ele vai ficar sabendo... - Ele ficou de costas, pronto para ir embora - Vocês tem 1 dia para contar, ou eu mesmo conto.
- Na real, eu não quero saber de nada. Mas ele vai ficar sabendo... - Ele ficou de costas, pronto para ir embora - Vocês tem 1 dia para contar, ou eu mesmo conto.
Breno saiu.
Lili ficou em choque com tudo isso, como uma coisa que aconteceu do nada virou um tumulto desses?
Não era para ninguém ficar sabendo mas aconteceu.
- Vou embora, isso foi demais para mim - Ela falou pegando seus pertences para chamar um carro de aplicativo.
- Espera... Como nós vamos ficar?
- Não vamos, isso foi realmente um erro. Eu te mando mensagem para procurarmos uma saída.
Ela saiu batendo a porta e com pressa.
Ao chegar em casa, Lili enviou uma mensagem para Jonas: "precisamos conversar, fiz besteira."
Depois foi direto para o banho e ficou pensando: o que iria fazer? como se meteu em uma furada tão gostosa como essa? Resolver parecia ser dificil.
Passado o tempo a sua campainha tocou.
A campainha tocou de novo.
Lili saiu do banheiro ainda enrolada na toalha, o coração acelerando sem motivo claro… ou talvez com todos os motivos.
Ela parou por um segundo antes de abrir.
Quem estaria ali tão rápido?
Respirou fundo.
Abriu a porta.
Era Jonas.
Ele estava sério. Mais do que ela já tinha visto antes.
- A gente precisa conversar - ele disse, entrando sem esperar convite.
Lili fechou a porta devagar.
O clima ficou pesado na hora.
- Você recebeu minha mensagem… - ela começou.
- Recebi — ele respondeu, direto. - E pelo jeito, foi com algum sobrinho meu. - Ele disse pois algo aconteceu nesse meio tempo.
Ela desviou o olhar.
- Não foi.
Silêncio.
Jonas passou a mão no rosto, como se estivesse tentando manter o controle.
- Alguém mais sabe?
Lili hesitou.
Aquilo já era resposta suficiente.
- Breno - ela disse, por fim. - E… o Alex também tá no meio disso.
Jonas ficou imóvel por um segundo.
- Como assim, tá no meio? - ele perguntou bastante surpreso.
Ela respirou fundo.
Não dava mais pra esconder nada.
- Aconteceu que surgiu um clima e nós não queriamos no começo mas foi ficando cada vez mais dificil controlar... Ele soube.. E em seguida… aconteceu. Depois aconteceu muito rápido, Breno chegou lá e falando coisas e eu não sabia o que fazer no momento. - Ela contou e começou a chorar pois tudo podia acabar ali.
O silêncio que veio depois foi o mais pesado de todos.
Jonas olhou pra ela, dessa vez diferente.
Não era raiva.
Era preocupação.
- Isso complicou tudo - ele disse, mais baixo.
- Eu sei - Lili respondeu, quase num desabafo. - Ele deu um dia pra gente contar… ou ele mesmo conta.
Jonas andou pela sala, pensativo.
- A gente não pode deixar isso explodir desse jeito.
- Então o que a gente faz? - ela perguntou, já sem saber.
Ele parou.
Pensou por alguns segundos.
E então falou, firme:
- A gente controla a narrativa.
Lili franziu a testa.
- Como assim?
- A gente conta… mas do nosso jeito. Antes que vire algo maior. Eles não podem se meter em nossa relação, eu amo você e o que temos juntos.
Ela ficou em silêncio, absorvendo.
- E o Alex?
- Ele precisa estar junto nisso - Jonas respondeu. - Senão tudo desanda.
Lili sentiu um aperto no peito.
Porque, no fundo, sabia:
Isso não era mais só sobre esconder.
Era sobre assumir… e lidar com o que viesse depois.
A campainha não tocou de novo.
Mas a sensação era clara.
O tempo deles estava acabando.
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Alex
Alex não conseguiu ficar parado depois que Lili saiu.
O apartamento parecia menor… sufocante.
Ele pegou o celular pela décima vez, abriu a conversa com ela… e fechou.
Digitava. Apagava.
Digitava de novo.
— “A gente precisa conversar direito…”
Apagou.
Muito fraco.
— “Não quero que isso acabe assim.”
Apagou.
Muito emocional.
Ele passou a mão no rosto, frustrado.
Não dava pra errar.
Se falasse demais, piorava. Se falasse pouco, parecia que não se importava.
Respirou fundo… e tentou pensar com clareza.
Qual era o objetivo? Não era convencer. Não era pressionar.
Era… encontrar uma saída antes que tudo explodisse.
Ele começou a digitar de novo.
Dessa vez, sem pressa.
“Lili, eu sei que tudo ficou pesado muito rápido.
Não tô te chamando pra discutir nem pra voltar atrás agora.
Mas a gente precisa alinhar o que vai fazer, principalmente por causa do prazo que o Breno deu.
Não faz sentido cada um agir por conta própria e piorar tudo.
Se você concordar, a gente pode pensar numa forma de resolver isso do jeito mais tranquilo possível. Sem pressão.
Me fala se podemos conversar.”
Ele releu.
Uma vez.
Duas.
Três.
Dessa vez… não apagou.
Ficou alguns segundos olhando pra tela, o dedo pairando sobre “enviar”.
E então…
Enviou.
A mensagem sumiu na conversa.
Agora não tinha mais volta.
O celular ficou na mão dele, como se fosse explodir a qualquer momento.
Porque, no fundo, ele sabia:
A resposta dela podia definir tudo.
Ela começou a digitar, mas parava.
Ele ficou cada minuto que passava mais ansioso, aguardando uma resposta dela.
"Vamos nos encontrar amanhã a noite, irei enviar o local e horário pela tarde.
Tudo vai acabar bem, prometo"
Ele ficou mais ansioso do que nunca, o que essa mensagem significava?
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Lili
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Lili
Lili marcou um encontro com Alex e Breno no outro dia, era o melhor a se fazer nesse momento, nada disso ia sair do controle segundo Jonas explicou para ela, pois estariam em um local seguro para falar sobre o que estava acontecendo.
Jonas pediu uma comida por delivery e jantaram na casa dela. Após isso, foram para a cama, passava das 00h. Em silêncio, eles ficaram se encarando... Ela com muitos pensamentos o observava. Ele tem 37, os cabelos lisos començando a ficar grisalho, malha então tem o físico esbelto, maior que Lili com 1,88m e ela com 1,65m. Observando bem, ele é mais bonito e charmoso que os sobrinhos, porém Alex é mais tendencioso a fazer outros tipos de loucuras, cada um com seu jeitinho de satisfazer Lili. Deu para perceber em 2 horas de prazer e tensões.
Jonas começou a beijar o pescoço de Lili, sem falar uma palavra, em meio ao caos e apenas a luz da lua entrando pela janela, ele foi apalpando seus seios com uma mão e a outra foi descendo para acariciar seu clítoris. Ela arfou, era como se ele soubesse o que ela precisava naquele momento: esquecer de tudo. Ele então a virou e começou a beija-la ardentemente, ela já estava bem molhada, então Lili colocou a mão dentro da sua cueca e ele estava com o pau latejando, pronto para ela.
Jonas começou a beijar o pescoço de Lili, sem falar uma palavra, em meio ao caos e apenas a luz da lua entrando pela janela, ele foi apalpando seus seios com uma mão e a outra foi descendo para acariciar seu clítoris. Ela arfou, era como se ele soubesse o que ela precisava naquele momento: esquecer de tudo. Ele então a virou e começou a beija-la ardentemente, ela já estava bem molhada, então Lili colocou a mão dentro da sua cueca e ele estava com o pau latejando, pronto para ela.
- Agora você é só minha - Jonas disse, descendo a boca até sua buceta, ele sabia que ela estava pronta para ele, mas ele ia fazer ela implorar um pouco.
- Minha puta!! Estava dando para outro não era?- ele perguntou e começou a chupar ela com muita vontade.
Lili gemia cada vez que ele falava algo do tipo, ela amava essa parte do relacionamento.
- Eu dei gostoso para outro, você não sabe me comer direito, igual ele fez. - com isso ele a segurou pelo pescoço e a mordeu com muita força na coxa, fazendo com que ela perdesse o ar.
- Isso não é nada perto do que o Alex fez comigo, ele tem o pau mais gostoso que o seu! Eu chupei até a última gota da porra dele - Ela falou dando uma risada e jogando o pescoço pra trás enquanto Jonas tinha voltado a chupar a sua buceta que estava muito molhada.
Jonas então se virou e fez um 69 com ele por cima e enfiou o seu pau todo até chegar na garganta dela, como punição das palavras que saíram da boca de Lili, ela sentiu um prazer enorme ao sentir o seu pau pulsando dentro dela, não ainda como ela desejava de verdade, mas fazer ele a sentir também a deixava cada vez mais perto do ápice de prazer.
Ele fez ela perder o ar algumas vezes enquanto nessa posição.
- SUA PUTA GOSTOSA, VOU ACABAR COM VOCÊ! - Jonas saiu de cima dela e instantaneamente a virou de quatro no mesmo momento e disse:
- Então você vai aprender a ficar só comigo, sua piranha. - E bateu com força em sua bunda que ficou vermelho na mesma hora. - Você vai aprender a não me trair nunca mais - ele disse puxando o cabelo de Lili então começou a meter com força na sua buceta molhada, e ela gemia, pedindo por mais, como se nunca mais fosse receber esse tipo de sexo na sua vida.
- Mete mais, meu amor - ela falava baixinho quase perdendo a voz. Apertando os labios, ela sabia que estava perto de gozar e então ele saiu de dentro dela, pois ele também já conhecia os sinais do seu corpo.
- Vá para o banho - ele mandou. E ela foi.
Jonas não tinha acabado com ela ainda, assim que ela chegou ao banheiro ele pos uma de suas pernas em cima do balcão do banheiro e voltou a meter com força, com muita força, e ao mesmo tempo empurrando sua cabeça pelo pescoço. Ela gozou ali, como nunca.
- Você nunca mais vai me trair desse jeito, está me ouvindo? Você é a minha putinha, de mais ninguém. - ela ouviu e concordou, já exausta pois tinha gozado ali mesmo. Achando que já iria acabar, já que ele falou aquela frase cheio de tesão, Jonas a colocou para o chupar novamente, dessa vez de joelhos e ela obedeceu novamente. Cheia de vontade, ela o observava a cada vez que fazia um movimento diferente, sabendo que ele amava aquilo. E então ela começou a sugar ele cada vez mais forte pois sabia que ele estava no auge do tesão e então ele explodiu, ali mesmo, dentro da sua boca e ela não recusou nada, bebeu tudinho olhando para como ele estava sentindo todo aquele prazer. Em seguida passou o dorso da mão na boca para limpar o resto, e levantou se do chão.
Após fazerem suas higiene, foram dormir...
No outro dia ela enviou mensagem marcando no próprio apartamento, após pensar bastante, ela preferiu assim que fazer cena em local público, seria pior para controlar qualquer ato que qualquer um fosse fazer.
Quando Alex e Breno chegaram, o ar ficou pesado instantaneamente. Não houve cumprimentos. Só troca de olhares.
- Fala logo - Breno cortou o silêncio. - Eu já tô cansado desse clima.
Lili não hesitou.
- Eu e o Jonas estamos juntos.
Eles ficaram paralisados.
- Juntos tipo namorados? - Alex deu o primeiro passo e perguntou de vez.
- Sim, desse jeito! - Jonas responde e pega na mão de Lili.
- Inacreditável isso! Você sabe o que essa... - Breno tentou falar mas Jonas interrompeu ele na mesma hora
- Não se atreva a dizer nada que possa se arrepender depois.
- Ela ao menos contou o que aconteceu ontem? - Breno disse quase se alterando.
- Sim, eu sei de toda a situação, mas quero que isso fique entre nós, segredos são guardados em nossa família a tempos, não seria mais um que vai estragar tudo, não é mesmo? - Jonas argumentou.
- Vocês são loucos! Eu não vou participar disso. Eu não vou contar para ninguém, mas isso já não é problema meu mais. - Breno disse já tentando ir embora.
- Breno? Se mais alguma pessoa souber disso, me certificarei que não saiu da sua boca. - disse o tio em um tom ameaçador.
- Não quero ouvir mais nada de vocês! - Breno revela.
- A gente precisa resolver isso de vez - Lili disse, de pé, firme. - Porque do jeito que tá… ninguém tá no controle.
Alex inclinou levemente a cabeça, curioso.
Jonas só observava.
Breno ficou encostado na parede, em silêncio.
- Então resolve - Alex provocou.
Lili respirou fundo.
- Eu não vou escolher, eu e Jonas temos o que temos. Alex, se você quiser podemos tentar algo, com outras regras, outras formas disso dar certo.
O ambiente travou.
- Como é? - Breno reagiu na hora.
Ela não desviou o olhar.
- Eu não vou escolher entre eles.
Jonas estreitou os olhos, mas não parecia surpreso. E sim, satisfeito com a mulher que encontrou na sua vida.
Alex… sorriu de leve.
- Faz sentido — ele murmurou.
Breno deu um passo à frente, irritado.
- Não, não faz! Isso não é normal, Lili!
- Não precisa ser - ela respondeu, fria. - Só precisa funcionar.
O silêncio voltou. Mais pesado.
Mais perigoso.
- Então escuta - ela continuou. - Vai ser do meu jeito.
Agora, até Alex prestava atenção de verdade.
- Com o Jonas… - ela disse, olhando pra ele - é simples. Sem interferência. Sem perguntas. O que acontece, fica entre a gente. Nós gostamos do que fazemos.
Jonas assentiu devagar.
- Sem confusão - ele completou.
Ela concordou com um leve movimento.
Depois virou para Alex.
- Com você… foi diferente. Eu gostei do que aconteceu e gostaria de continuar, se você tiver interesse.
Alex deu um passo à frente, interessado.
- Regras claras. Controle. Limites. Se sair disso… acaba.
O sorriso dele cresceu, mas os olhos ficaram frios.
- Eu gosto assim. - Lili disse.
Breno soltou uma risada desacreditada.
- Vocês tão transformando isso num contrato?
Lili olhou pra ele pela última vez.
- Não. Tô transformando isso em algo que eu consigo sustentar.
O acordo foi feito ali.
Sem toque.
Sem confirmação direta.
Mas selado no silêncio entre eles.
--------------- xxx --------------
Mais tarde, sozinha, Lili encarava seu reflexo.
Parecia a mesma.
Mas não era.
Pela primeira vez, não estava reagindo ao caos.
Ela estava criando.
Controlando.
Ou pelo menos… tentando.
O celular vibrou.
Mensagem de Alex:
“Você sabe que controle nunca é completo, né?”
Outra, segundos depois.
De Jonas:
“Só não perde o foco.”
Lili bloqueou a tela.
Respirou fundo.
E, pela primeira vez, sorriu de leve.
Não de felicidade.
Mas de consciência.
Porque no fundo…
ela sabia:
Não eram dois lados.
Não eram regras.
Não era sobre eles.
Era sobre até onde ela conseguiria ir
antes de tudo quebrar.
E, dessa vez…
ela não tinha certeza se queria impedir isso.
Ela queria ter o poder do caos,
e dessa vez,
ela conseguiu.

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